terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Sobre as eleições para o Parlamento Europeu

O Secretário-Geral do PCP dirigiu-se ao país para afirmar a satisfação pelo importante progresso eleitoral da CDU. Um progresso que é um sinal de exigência de mudança e de confiança que é possível construir uma vida melhor. Jerónimo de Sousa sublinhou ainda a expressiva condenação da política do Governo traduzida na derrota eleitoral do PS.
A nossa primeira palavra é de satisfação. Satisfação pelo importante progresso eleitoral da CDU. Um progresso que é um sinal de exigência de mudança e de confiança que é possível construir uma vida melhor.
A nossa segunda palavra é de preocupação com a situação do país e do povo português mas também de confiança de que é possível uma outra política e um outro caminho. Perante a crise, o desemprego, as injustiças e a corrupção, uma realidade se impõe: dar agora ainda mais força à CDU.
1. O resultado obtido pela CDU - traduzido na confirmação da eleição dos dois deputados (no quadro da redução de 24 para 22 mandatos nacionais), no aumento da sua expressão eleitoral e número de votos, - dando expressão à corrente de apoio que a campanha testemunhou, confirmam a CDU como uma força a crescer, indispensável ao país e à solução dos problemas nacionais.
Confirmando o sentido de avanço e crescimento eleitoral da CDU dos últimos actos eleitorais, o resultado agora obtido projecta na vida política nacional e para as próximas eleições não apenas a possibilidade de derrotar a política de direita como de impor, com o reforço da CDU, uma viragem na política nacional.
Um resultado com um significado e expressão tão mais valorizável quanto construído a partir de uma campanha que, baseada na empenhada intervenção de milhares de activistas dirigida à mobilização e esclarecimento dos eleitores, teve de vencer uma ostensiva linha de desvalorização da CDU. A persistente deturpação da sua mensagem e propostas, a pressão induzida por sucessivas sondagens confirmaram ao longo da campanha a clara percepção que, quer o Governo quer os interesses económicos associados à política de direita, têm de que é na CDU que reside o voto que mais temem e mais pode pôr em causa, não apenas em palavras, mas pela acção e projecto alternativo, a política de direita e os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.
2. A derrota eleitoral sofrida pelo PS traduzida na perda de deputados e de votos constitui uma expressiva condenação da política do Governo e uma indisfarçável erosão da sua base social de apoio.
Os resultados agora obtidos pelo PS - inseparáveis da luta, protesto e indignação que uniu e juntou centenas de milhar de portugueses na defesa do direito ao trabalho, dos serviços públicos e de conquistas sociais e que encontrou no PCP e na CDU a mais determinada e firme oposição – são em si expressão de uma clara condenação da sua política e orientações e confirmam que não só é possível, como indispensável, impor em Setembro próximo uma nova e expressiva derrota a este governo e à política de direita.
3. A CDU chama a atenção para a operação que a propósito da leitura dos resultados do PSD está já em desenvolvimento para procurar estimular artificialmente uma dinâmica de bipolarização tendente a iludir a plena identidade de propostas e políticas que, como a campanha das europeias revelou, unem PS e PSD. O que o país reclama é uma clara ruptura com a política de direita que há mais de 33 anos PS e PSD promovem alternadamente, só possível com o reforço da CDU.
4. A CDU saúda os candidatos, activistas e militantes do PCP, do PEV, da ID e independentes que com a sua generosa dedicação, com a sua intervenção insubstituível contribuíram em todo o país para afirmar a distintiva intervenção da CDU no Parlamento Europeu na defesa dos interesses nacionais e para a projectar como uma força indispensável à solução dos problemas nacionais e a uma ruptura com a política de direita.
A CDU saúda os milhares de eleitores muitos dos quais confiaram pela primeira vez o seu voto a esta coligação com a inteira garantia de que aqui encontrarão o sentido e exigência de mudança na vida política nacional que abra uma janela de esperança numa vida melhor.
A campanha de esclarecimento e de mobilização de vontades que semana após semana a CDU desenvolveu constitui um inestimável ganho para a afirmação de uma força identificada com os interesses dos trabalhadores e da população, profundamente ligada às suas preocupações e aspirações, partilhando a sua inabalável confiança de que é possível uma vida melhor e mais digna.
A Marcha “Protesto, confiança e luta” que a 23 de Maio inundou as avenidas do centro de Lisboa constitui – muito para além das fronteiras de uma mera iniciativa de campanha – uma marca indelével de uma força ancorada num larga corrente de homens e mulheres que não se resignam perante as dificuldades e uma marcante afirmação de combativa confiança dos que acreditam na construção de um Portugal mais desenvolvido e soberano, que perdurará pelo seu significado e dimensão nas muitas lutas que hão-de impor uma ruptura com a política de direita e construir uma política alternativa no nosso país.
Os resultados obtidos pela CDU, e sobretudo a corrente de apoio às nossas propostas e intervenção, são um sólido elemento de confiança para as batalhas políticas e eleitorais que num futuro próximo podem decidir de uma mudança na vida política nacional.
Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
Declaração do Encontro Nacional do PCP sobre as eleições de 2009
Trinta e três anos traduzidos na crescente dependência e subordinação externa do país, no avolumar dos défices estruturais da economia portuguesa, no abandono do aparelho produtivo e na ruinosa política de privatizações e destruição da produção nacional.
- afirmar e projectar a CDU como força portadora de causas, valores, propostas e de um projecto político de esquerda claramente alternativo;
- afirmar a CDU como força indispensável e responsável, coerente e construtiva, e demonstrar que o seu reforço eleitoral, possível e necessário, contará decisivamente para uma nova política;
- afirmar, a CDU e as forças que a integram, como a mais coerente e combativa força de oposição, que não apenas em palavras mas na acção e luta de todos os dias, resistiu e se opôs ao actual governo e à política de direita;
- assumir como o mais claro e distintivo elemento de diferenciação da CDU, - face ao PS, PSD, CDS/PP e BE - a clara e inequívoca afirmação da ruptura com a política de direita e a decidida opção pelos valores de soberania, de combate ao federalismo e de defesa da paz e da cooperação entre os povos e de uma sociedade mais justa;
- afirmar a CDU como uma força que não se resigna face às injustiças e às desigualdades, que afirma com confiança que é possível uma política diferente, que aponta aos trabalhadores e ao povo um caminho de esperança numa vida melhor;
- afirmar a CDU como força com provas dadas, trabalho feito e obra realizada, com um programa claro de desenvolvimento económico e social do país, com propostas e soluções que dão resposta aos principais problemas nacionais;
- identificar a atitude distintiva de denúncia e combate ao neoliberalismo, ao federalismo e ao militarismo que marcam o processo de integração capitalista da União Europeia, como condição inseparável da defesa intransigente da soberania e independência nacionais e expressão de uma intervenção vinculada aos interesses dos trabalhadores, do povo e do país;
- valorizar o reconhecido património de trabalho e realizações da CDU em centenas de autarquias, num percurso marcado pelo trabalho, honestidade e competência, na defesa intransigente dos interesses populares e na defesa do poder local democrático.

























Conceição Carapeta
José Cachucho
José Mira
Francisca Godinho
Imelda Guerra
Manuel Pisco
Joaquim Catrona
José Magrinho
Levi Saruga
Hermínio Pisco
Gaspar Lavado
José Alves
Isaias Saruga
António Vieira
Filomena Lavado
José Cruz Lopes
João M. Pardal
Cristina Afonso
Vanessa Sanfona
João Carapeto
Irina Pardal
José Maltez
Duarte Parreira
José M. Gonçalves
João Toureiro
João M. Godinho
Humberto Montijo
Marco Parreira
Paulo Alabaça
Manuel Pardal
Joaquim Barroso
João Mira
Albino Lopes
Francisco Parreira
João Luís P. Roupa
Mónica Martins
João Guerra
Celso Martins
Manuel João
João Louro
Susana Temudo
José Luís Dias
Joaquim Martins
Inácio Guerra
Vitor Silva
Luís Condinho
A. Pedro Silva
Dr Júlio Rebelo
Helena Leirias
Jorge Alves
Vasco Abegoaria
Pargana Calado
Filomena Condinho
Luís Russo
Simplício Coimbra
Dulce Leão
Marco Peralta
Cláudia Correia
Isabel Linhol
João Lima
Amélia Andrade
Telma Russo
Maria Pereira
Albertino Gonçalves
Domingas Primo
Rafael Alagoinha

Nídia Balão
Prazeres Garcia
José Carlos Rodrigues
João Galhofas
Fátima Madeira
Jacinto Varela
Duarte Bilro
José Perleques
Valério Coelho
Joaquina Perleques
António Manuel Ribeiro
José Pires
Domingas Ramalho
Telma Russo

Marta Carapeta
Paulo de Jesus
Manuel Fonseca
Pedro Coimbra
Carla Cunha
Isolino Pinto
José Pargana Calado
Sílvia Arvana
Neusa Broa
Orlando Guerra
Carlos Rodrigues
José Manuel Broa
Francisco Casimiro
Vitória Mouzinho
Francisco Amaro
João Almeida
Almerindo Cunha
José Augusto Pereira
Anabela Canholas
José Faia
Laura Canholas
José Arvana
João Manuel Guerra
José Carlos Canholas
Marlene Mouzinho
Joaquim Canholas
Vicente Nanitas da Silva
